Depressão resistente · Botafogo, Rio de Janeiro

Depressão resistente: o passo a passo do tratamento

Quando o antidepressivo não funcionou, o próximo passo não precisa ser tentativa e erro. Existe uma ordem lógica — e ela começa revisando o que já foi feito.

Atendimento exclusivamente particular · Botafogo, Zona Sul · CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051

Dr. David Sosa Dias no Instituto InMind, em Botafogo, Rio de Janeiro

Resposta direta · Depressão resistente

Fala-se em depressão resistente quando não há resposta suficiente a pelo menos dois antidepressivos diferentes, usados em dose e tempo adequados. Antes de concluir isso, é preciso revisar o diagnóstico e a forma como os tratamentos foram feitos. Depois, o caminho costuma seguir etapas: otimizar o tratamento, trocar ou potencializar, intensificar a psicoterapia e, quando indicado, considerar EMTr, cetamina ou escetamina intranasal (Spravato®).

  • ✦ Primeiro: afastar a pseudorresistência — dose baixa, tempo curto, adesão irregular ou diagnóstico a revisar.
  • ✦ Depois: otimizar, trocar ou potencializar, com psicoterapia estruturada.
  • ✦ Quando indicado: EMTr, cetamina IV/SC, Spravato® ou, em ambiente hospitalar, ECT.
  • ✦ Medida: a resposta é acompanhada por escalas, como PHQ-9 e MADRS.

Primeiro passo

É mesmo depressão resistente?

Uma parte importante dos casos chamados de resistentes é, na verdade, pseudorresistência: o tratamento não teve chance real de funcionar ou estava mirando o diagnóstico errado. O que costuma ser revisado:

  • ✦ Dose abaixo da faixa terapêutica ou tempo curto — cada antidepressivo precisa, em geral, de 4 a 8 semanas em dose adequada.
  • ✦ Adesão irregular, muitas vezes por efeitos colaterais que não foram manejados.
  • ✦ Diagnóstico a revisar: bipolaridade, TDAH, TEPT, transtorno de personalidade borderline ou autismo no adulto.
  • ✦ Causas clínicas: alterações da tireoide, anemia, deficiência de vitamina B12, apneia do sono e dor crônica.
  • ✦ Álcool e outras substâncias, que mantêm sintomas e reduzem a resposta.
  • ✦ Estressores contínuos que precisam de abordagem própria.

Por isso, a primeira etapa é sempre o diagnóstico estruturado.

O caminho

As etapas, na ordem em que costumam vir

  1. 01

    Revisar o diagnóstico

    Critérios do DSM-5-TR, história ao longo do tempo, diagnósticos diferenciais e exames para causas clínicas.

  2. 02

    Otimizar o tratamento atual

    Ajustar dose e tempo, cuidar da adesão e manejar efeitos colaterais antes de concluir que o medicamento falhou.

  3. 03

    Trocar de antidepressivo

    Mudar para outro medicamento, da mesma classe ou de classe diferente, conforme o perfil de sintomas e de efeitos.

  4. 04

    Potencializar

    Associar um medicamento de outra classe, como estabilizador do humor ou antipsicótico atípico em dose baixa, quando indicado.

  5. 05

    Psicoterapia estruturada e hábitos

    Psicoterapias baseadas em evidências, como TCC e ACT, além de sono, atividade física e rotina, que aumentam a chance de resposta.

  6. 06

    Considerar intervenções

    EMTr, cetamina IV/SC ou Spravato®; a ECT, em quadros graves, em hospital. Veja a comparação entre as opções.

A ordem não é rígida: em quadros graves ou com risco, a discussão de intervenções pode vir mais cedo, e algumas etapas podem acontecer ao mesmo tempo.

Quando indicado

As opções de psiquiatria intervencionista

Sem medicamento

EMTr

Estimulação magnética em 20 a 30 sessões, cinco por semana. Melhora ao longo de semanas; permite dirigir e trabalhar.

Quando escolher a EMTr

Off-label

Cetamina IV/SC

Escetamina injetável em ambiente monitorado. No Instituto InMind, 8 sessões de resgate e 4 de manutenção quando indicado.

Cetamina IV com precisão

Indicação em bula

Spravato®

Escetamina intranasal aplicada na clínica, junto com antidepressivo oral, com observação de pelo menos 2 horas.

Spravato no Instituto InMind

Em risco imediato, nenhum desses tratamentos substitui o atendimento de emergência: ligue para o CVV 188 (24h, gratuito) ou o SAMU 192, ou procure o pronto-socorro mais próximo.

Dr. David Sosa Dias, psiquiatra, no Instituto InMind

Como medir

Resposta e remissão: o que é melhorar

Para saber se um tratamento está funcionando, a melhora é medida com escalas, e não só pela impressão de cada consulta.

Fala-se em resposta quando os sintomas caem pelo menos pela metade na escala; remissão é quando os sintomas ficam mínimos. A meta é a remissão, com retomada do funcionamento.

  • ✦ PHQ-9 e MADRS para acompanhar a intensidade
  • ✦ Reavaliação periódica do plano
  • ✦ Manutenção para reduzir o risco de recaída

Continue lendo

Guias para o próximo passo

Perguntas frequentes

O que você precisa saber

Revisão médica

Dr. David Sosa Dias · Psiquiatra · CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051. Graduação pela UFRGS, residência em Psiquiatria pelo IPUB/UFRJ, formação em GPM for BPD pela Harvard Medical School e mestrado em Psicologia Clínica pela PUC-Rio. Diretor técnico-médico do Instituto InMind. Mais de 15 anos de prática clínica, 5.000+ pacientes atendidos e 400+ avaliações públicas com nota 5,0 (Google e Doctoralia).

Última revisão: 23/10/2026. Conteúdo informativo: não substitui consulta. Se você estiver em risco agora, ligue para o CVV 188 (24h, gratuito) ou o SAMU 192, ou procure o pronto-socorro mais próximo.

Próximo passo

Vamos revisar o que já foi tentado?

A primeira consulta reconstrói o histórico de tratamentos, revisa o diagnóstico e define os próximos passos — com ou sem procedimento.

Instituto InMind · Rua Real Grandeza 108, salas 107 e 108 · Botafogo · Seg. a sex., 9h às 19h · (21) 98773-0686

Agendar consulta