Depressão resistente · Botafogo, Rio de Janeiro
Quando o antidepressivo não funcionou, o próximo passo não precisa ser tentativa e erro. Existe uma ordem lógica — e ela começa revisando o que já foi feito.
Atendimento exclusivamente particular · Botafogo, Zona Sul · CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051
Resposta direta · Depressão resistente
Fala-se em depressão resistente quando não há resposta suficiente a pelo menos dois antidepressivos diferentes, usados em dose e tempo adequados. Antes de concluir isso, é preciso revisar o diagnóstico e a forma como os tratamentos foram feitos. Depois, o caminho costuma seguir etapas: otimizar o tratamento, trocar ou potencializar, intensificar a psicoterapia e, quando indicado, considerar EMTr, cetamina ou escetamina intranasal (Spravato®).
Primeiro passo
Uma parte importante dos casos chamados de resistentes é, na verdade, pseudorresistência: o tratamento não teve chance real de funcionar ou estava mirando o diagnóstico errado. O que costuma ser revisado:
Por isso, a primeira etapa é sempre o diagnóstico estruturado.
O caminho
Critérios do DSM-5-TR, história ao longo do tempo, diagnósticos diferenciais e exames para causas clínicas.
Ajustar dose e tempo, cuidar da adesão e manejar efeitos colaterais antes de concluir que o medicamento falhou.
Mudar para outro medicamento, da mesma classe ou de classe diferente, conforme o perfil de sintomas e de efeitos.
Associar um medicamento de outra classe, como estabilizador do humor ou antipsicótico atípico em dose baixa, quando indicado.
Psicoterapias baseadas em evidências, como TCC e ACT, além de sono, atividade física e rotina, que aumentam a chance de resposta.
EMTr, cetamina IV/SC ou Spravato®; a ECT, em quadros graves, em hospital. Veja a comparação entre as opções.
A ordem não é rígida: em quadros graves ou com risco, a discussão de intervenções pode vir mais cedo, e algumas etapas podem acontecer ao mesmo tempo.
Quando indicado
Sem medicamento
Estimulação magnética em 20 a 30 sessões, cinco por semana. Melhora ao longo de semanas; permite dirigir e trabalhar.
Off-label
Escetamina injetável em ambiente monitorado. No Instituto InMind, 8 sessões de resgate e 4 de manutenção quando indicado.
Indicação em bula
Escetamina intranasal aplicada na clínica, junto com antidepressivo oral, com observação de pelo menos 2 horas.
Em risco imediato, nenhum desses tratamentos substitui o atendimento de emergência: ligue para o CVV 188 (24h, gratuito) ou o SAMU 192, ou procure o pronto-socorro mais próximo.
Como medir
Para saber se um tratamento está funcionando, a melhora é medida com escalas, e não só pela impressão de cada consulta.
Fala-se em resposta quando os sintomas caem pelo menos pela metade na escala; remissão é quando os sintomas ficam mínimos. A meta é a remissão, com retomada do funcionamento.
Continue lendo
O que é, quando considerar e como se decide entre os procedimentos.
Comparação lado a lado: esquema, sessão, efeitos, preparo e cobertura.
Para quem a estimulação magnética costuma ser a melhor opção — e quando não é.
Como é a avaliação com critérios do DSM-5-TR, escalas e diagnósticos diferenciais.
Perguntas frequentes
Revisão médica
Dr. David Sosa Dias · Psiquiatra · CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051. Graduação pela UFRGS, residência em Psiquiatria pelo IPUB/UFRJ, formação em GPM for BPD pela Harvard Medical School e mestrado em Psicologia Clínica pela PUC-Rio. Diretor técnico-médico do Instituto InMind. Mais de 15 anos de prática clínica, 5.000+ pacientes atendidos e 400+ avaliações públicas com nota 5,0 (Google e Doctoralia).
Última revisão: 23/10/2026. Conteúdo informativo: não substitui consulta. Se você estiver em risco agora, ligue para o CVV 188 (24h, gratuito) ou o SAMU 192, ou procure o pronto-socorro mais próximo.
Próximo passo
A primeira consulta reconstrói o histórico de tratamentos, revisa o diagnóstico e define os próximos passos — com ou sem procedimento.
Instituto InMind · Rua Real Grandeza 108, salas 107 e 108 · Botafogo · Seg. a sex., 9h às 19h · (21) 98773-0686